DJI: a empresa chinesa que domina os drones do mundo (e agora o agro)

A DJI domina os drones do mundo — e agora o agro. Aqui está a história, os números, a chegada ao Brasil e o lado sensível (o escrutínio dos EUA), com as fontes.
Os números
- 2006 — o ano em que a DJI foi fundada por Frank Wang, em Shenzhen — começando num quarto de alojamento
- >70% — a fatia da DJI no mercado global de drones — e mais de 90% no segmento de consumo (nos EUA, chegou a ~77%)
- Phantom / Mavic — os modelos (2013 e 2016) que definiram o drone de consumo; a DJI também lidera gimbals e câmeras de ação
- +600 mil — os drones agrícolas DJI (linha Agras) em uso no mundo até o fim de 2025 (dado da própria empresa)
- ~10x — o salto no uso de drone agrícola no Brasil: de ~3.000 (2021) para ~25.000 unidades (2024)
- escrutínio — os EUA colocaram a DJI sob revisão de segurança (risco de banir novos modelos); a DJI nega e contesta
Começou num quarto de alojamento

A DJI foi fundada em 2006 por Frank Wang, em Shenzhen — literalmente começando num quarto de universidade, montando controladores de voo. Menos de 20 anos depois, virou a dona absoluta de uma indústria que praticamente criou: tem mais de 70% do mercado global de drones e mais de 90% no consumo. Quando alguém diz 'drone', quase sempre é um DJI.
Foi ela que inventou o drone que você conhece

O Phantom (2013) e o Mavic dobrável (2016) definiram o que é um drone de consumo. E a DJI ainda lidera os estabilizadores (gimbals) e as câmeras de ação. Ela não entrou num mercado: ela criou o mercado — e ficou com ele.
E agora vem o pulo do gato: o campo

A linha Agras são drones agrícolas que pulverizam, semeiam e mapeiam a lavoura, fazendo em minutos o que levava horas. Até o fim de 2025, havia mais de 600 mil drones agrícolas DJI em uso no mundo (dado da própria empresa). Eles reduzem o uso de água e de defensivos e não amassam o solo — uma revolução silenciosa acontecendo em cima das plantações.
E o Brasil entrou com tudo

O uso de drone agrícola no Brasil saltou cerca de 10 vezes: de aproximadamente 3.000 unidades em 2021 para 25.000 em 2024. Eles já pulverizam soja, cana, milho e café pelo país. O agro brasileiro virou um dos maiores mercados de drone do mundo — e a tecnologia vem, majoritariamente, da China. Tem o lado sensível: os EUA colocaram a DJI sob escrutínio de segurança de dados (com risco de banir novos modelos), e a DJI nega uso indevido e contesta.
O que isso ensina

Uma startup que nasceu num quarto de alojamento criou uma categoria global inteira — e agora repete a jogada na agricultura. Para quem trabalha com agro ou tecnologia no Brasil, entender e acessar bem essa cadeia chinesa é o que separa quem sai na frente de quem fica pra trás.
Resumo em pontos
- DJI (fundada em 2006 num quarto de alojamento, Shenzhen) tem +70% do mercado global de drones e +90% no consumo.
- Criou a categoria: Phantom (2013) e Mavic (2016). Também lidera gimbals e câmeras de ação.
- Agora domina o agro: +600 mil drones agrícolas Agras no mundo (dado da empresa).
- Brasil: uso de drone agrícola saltou ~10x (3.000 em 2021 → 25.000 em 2024); pulveriza soja, cana, milho, café.
- Lado sensível: EUA colocaram a DJI sob escrutínio de segurança (risco de banir novos modelos); a DJI nega e contesta.
Fontes
Wikipedia (DJI / Frank Wang): fundação (2006) e domínio do mercado (>90% consumo, ~77% EUA). Berg Insight: ~70% do mercado global. Wikipedia / DJI: Phantom, Mavic, gimbals e linha Agras. DJI / DroneDJ: +600 mil drones agrícolas (dado da empresa). Global Agriculture: salto ~10x no Brasil (3.000 → 25.000). DroneLife / DroneDJ: escrutínio dos EUA (NDAA/FCC). Nota: os dados de frota agrícola são da própria DJI; a receita (~US$11,5 bi) é estimativa (empresa privada).
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