Na cidade de Ezhou, na província chinesa de Hubei, a China construiu arranha-céus de até 26 andares dedicados exclusivamente à criação de porcos. São dois prédios, cada um com cerca de 390 mil m². Juntos, produzem cerca de 1,2 milhão de porcos por ano. O primeiro foi concluído em 2022. Tudo é automatizado: alimentação, ventilação, monitoramento sanitário e gestão de resíduos. Silos no telhado entregam mais de 1 milhão de libras de ração por dia por gravidade, e elevadores transportam os porcos entre os andares. É a fazenda virando arranha-céu, ligada à corrida da China por segurança alimentar.

Os números

  • 26 — andares só para criar porcos (Ezhou)
  • 1,2 mi — de porcos por ano nos dois prédios
  • 390 mil — m² de área em cada prédio
  • 2022 — ano do primeiro arranha-céu de porcos

Um arranha-céu só para porcos

Um arranha-céu só para porcos
Crédito: South China Morning Post

Em Ezhou, na província de Hubei, a China levantou dois prédios de até 26 andares dedicados exclusivamente à criação de porcos. Cada arranha-céu tem cerca de 390 mil m² de área. Não é metáfora: é a fazenda transformada em torre vertical.

1,2 milhão de porcos por ano

Juntos, os dois prédios produzem cerca de 1,2 milhão de porcos por ano. O primeiro arranha-céu ficou pronto em 2022. A escala é industrial: cada andar funciona como uma etapa da linha de produção de carne suína.

Tudo automatizado

Tudo automatizado
Crédito: A-Z Animals

Lá dentro, quase tudo é automático: alimentação, ventilação, monitoramento sanitário e gestão de resíduos. O ser humano basicamente supervisiona o sistema enquanto a máquina cuida do dia a dia dos animais.

Ração que desce por gravidade

Ração que desce por gravidade
Crédito: South China Morning Post

No telhado dos prédios ficam silos gigantes. Eles entregam mais de 1 milhão de libras de ração por dia, que desce automaticamente para os andares por gravidade. Os porcos, por sua vez, são transportados entre os pisos por elevadores.

Por que a China faz isso

Por que a China faz isso
Crédito: Pig Progress

A China é o maior consumidor de carne suína do mundo, e a aposta nesses prédios está ligada à corrida do país por segurança alimentar. Empilhar a criação na vertical gasta menos terra, e o ambiente fechado e controlado reduz o risco de surtos de doença, melhorando a biossegurança.

O outro lado

A eficiência impressiona, mas a escala levanta debate. Mais de um milhão de porcos empilhados em andares fechados, sem nunca ver o sol, reacende a discussão sobre bem-estar animal e sobre os limites da industrialização da carne. Não é o futuro perfeito nem o fim do mundo: é a China industrializando até a comida, do jeito que já fez com fábrica e carro elétrico.

Resumo em pontos

  • Dois arranha-céus de até 26 andares em Ezhou (Hubei) criam porcos em escala industrial.
  • Cada prédio tem cerca de 390 mil m² e, juntos, produzem cerca de 1,2 milhão de porcos por ano.
  • Tudo é automatizado: alimentação, ventilação, controle sanitário e gestão de resíduos.
  • Silos no telhado soltam mais de 1 milhão de libras de ração por dia, e elevadores movem os porcos entre andares.
  • Eficiência e biossegurança impressionam, mas a escala reabre o debate sobre bem-estar animal.

Fontes

South China Morning Post, Pig Progress e A-Z Animals — os arranha-céus de porcos de 26 andares de Ezhou, China (2022).

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