A tecnologia de pagar com a palma da mão, rotina em metrôs e lojas da China, chegou ao Brasil por uma parceria entre a chinesa Tencent — dona do WeChat — e a brasileira Positivo. O sistema não lê a impressão digital: usa luz infravermelha para mapear o padrão das veias sob a pele, que é único em cada pessoa, e confirma que a mão pertence a alguém vivo detectando o sangue em circulação. Este é o retrato de onde essa tecnologia já está funcionando no país e do que ela significa para quem vende ou compra hardware.

Os números

  • abril/2026 — Anúncio do terminal Positivo com leitor de palma, em parceria com a Tencent
  • set/2025 — Início dos testes de biometria de palma no metrô do Distrito Federal
  • infravermelho — Tecnologia usada para ler o padrão de veias sob a pele
  • WeChat — Aplicativo da Tencent, empresa que trouxe a tecnologia ao Brasil

Quem trouxe e quando

Quem trouxe e quando
Crédito: Sede da Tencent em Shenzhen (Wikimedia Commons)

A Tencent, gigante chinesa dona do WeChat, fechou parceria com a Positivo para trazer o pagamento por palma ao Brasil. O terminal foi anunciado em abril de 2026 e a notícia foi coberta por Valor Econômico, Estadão, TI Inside e Mundo Conectado. Antes disso, em fevereiro de 2026, a empresa já havia anunciado uma parceria com a fintech Treeal para testes de biometria de palma no país.

Como a tecnologia funciona

Como a tecnologia funciona
Crédito: Leitor biométrico de mão (Flickr, Creative Commons)

Diferente da digital, que fica na superfície da pele e pode ser copiada, e do reconhecimento facial, que depende de uma imagem do rosto, o sistema usa luz infravermelha para enxergar o padrão das veias por dentro da mão. Esse desenho é único em cada pessoa. O sistema também verifica se há sangue circulando, o que impede o uso de uma réplica.

O Brasil começou pelo transporte

O Brasil começou pelo transporte
Crédito: Estação de metrô em Brasília (Wikimedia Commons)

Desde setembro de 2025, o metrô do Distrito Federal opera biometria de palma para que idosos passem pela catraca sem cartão nem celular. Foi o primeiro uso em escala real da tecnologia no país, antes mesmo da chegada aos terminais de pagamento do comércio.

Agora chega ao comércio

Agora chega ao comércio
Crédito: Terminal de pagamento em autoatendimento (Wikimedia Commons)

Com o terminal da Positivo, a expectativa noticiada pela imprensa é que supermercados, farmácias e restaurantes sejam os primeiros ambientes a adotar o pagamento por palma no varejo brasileiro. O cliente paga sem tirar nada do bolso, e o lojista precisa apenas do leitor no balcão.

O padrão chinês se repete

O padrão chinês se repete
Crédito: Catraca de acesso (Wikimedia Commons)

QR code, carro elétrico, robô cirúrgico e agora biometria de palma seguem o mesmo caminho: a China testa a tecnologia internamente, na maior escala de usuários do mundo, e depois exporta a solução já madura. Para quem fornece hardware — leitores, catracas, totens e terminais —, entender essa curva antes que ela vire padrão é o que abre a janela de negócio.

Resumo em pontos

  • A Tencent, dona do WeChat, trouxe o pagamento por palma ao Brasil em parceria com a Positivo.
  • O terminal foi anunciado em abril de 2026 e coberto por Valor Econômico e Estadão.
  • A tecnologia lê o padrão de veias sob a pele com luz infravermelha, não a impressão digital.
  • O sistema confirma que há sangue circulando, o que dificulta fraude com réplica.
  • O metrô do Distrito Federal usa biometria de palma para idosos desde setembro de 2025.
  • Supermercados, farmácias e restaurantes são apontados como os próximos ambientes.

Fontes

Valor Econômico (06/04/2026) — Positivo lança maquininha com biometria da palma da mão

TI Inside e Mundo Conectado (01-03/04/2026) — Positivo e Tencent Cloud lançam terminal com pagamento por palma

Estadão (03/02/2026) — Tencent lança biometria com palma da mão no Brasil em parceria com a fintech Treeal

viva.com.br (19/09/2025) — idosos circulam no metrô do DF com biometria que lê a palma da mão

Poder360 (25/07/2026) e UOL (22/07/2026) — como funciona o método de pagamento com a palma da mão

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