Em 18 de junho de 2026, a China defendeu publicamente seus controles de exportação de minerais críticos — uma resposta direta a um acordo do G7, do dia anterior, para reduzir a dependência dos minerais chineses. Por trás da troca de farpas está um dos jogos de poder mais importantes da economia moderna.

Os números

  • ~70% — dos minerais críticos do mundo são refinados na China
  • 50% — meta final do G7 de dependência desses minerais
  • 2030 — prazo do G7 para ficar abaixo de 60%
  • 2025 — ano em que a China cortou ímãs e expôs o Ocidente

A China defende seu controle

A China defende seu controle
Crédito: Mineração — ilustração

O Ministério das Relações Exteriores da China, pelo porta-voz Lin Jian, afirmou que seus controles de exportação estão em consonância com as práticas internacionais e visam salvaguardar a paz mundial e a estabilidade regional. E acusou o G7 de impor regras de pequenos grupos, prejudiciais à ordem econômica.

O que o G7 quer

O G7 fechou um acordo para reduzir a dependência de fornecedores externos — incluindo a China — em terras raras e ímãs permanentes para menos de 60% até 2030, com o objetivo final de chegar a 50%. É a tentativa de tirar o dedo da China da tomada.

A arma silenciosa

A arma silenciosa
Crédito: Minério — ilustração

Em 2025, as restrições chinesas à exportação de ímãs permanentes expuseram a vulnerabilidade do Ocidente, que dependia de uma fonte única. A China refina cerca de 70% dos minerais críticos do mundo: ela não precisa de tanque, basta fechar a torneira.

Por que isso te afeta

Terras raras e ímãs estão dentro de carro elétrico, celular, turbina eólica e equipamento de defesa. Quem controla esses insumos influencia o preço e a oferta de quase toda a tecnologia moderna.

O outro lado (e o Brasil)

É poder real da China — mas todo poder concentrado acende a corrida por alternativas. O mundo agora investe pesado para diversificar, e o Brasil entra nessa conta: tem algumas das maiores reservas de terras raras do planeta.

O recado

O recado
Crédito: Cadeia mineral — ilustração

A próxima guerra comercial não é só de tarifa: é de quem controla a matéria-prima da tecnologia. Entender essa engrenagem é entender para onde a indústria do mundo está indo.

Resumo em pontos

  • A China defendeu seus controles de exportação de minerais críticos (18/06/2026).
  • Foi resposta a um acordo do G7 (17/06) para reduzir a dependência chinesa.
  • O G7 quer cair para menos de 60% de dependência até 2030 e 50% no final.
  • Em 2025, o corte chinês de ímãs expôs a vulnerabilidade do Ocidente.
  • A China refina ~70% dos minerais críticos; o Brasil tem grandes reservas de terras raras.

Fontes

CNN Brasil — China defende controles de exportação de minerais críticos, 18/06/2026.

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