A China domina as motos e bikes elétricas do mundo — e a onda chegou ao Brasil. Aqui estão os números, as marcas, as novas regras no Brasil e o cuidado com qualidade, com as fontes.

Os números

  • 350-380 mi — as motos, scooters e bikes elétricas em uso na China — a maior frota do mundo
  • ~84% — a fatia da China no mercado global de e-bikes; e faz +70% das motos elétricas do mundo
  • 22 mi — as unidades exportadas pela China em 2024 (US$5,8 bilhões)
  • Yadea / NIU — a maior fabricante do mundo (Yadea, ~16 mi/ano) e a marca premium (NIU, a 'Tesla das scooters')
  • +80% — o salto nos emplacamentos de moto elétrica no Brasil no início de 2025 (a mais vendida é chinesa)
  • jan/2026 — quando passou a valer no Brasil a exigência de registro, placa e habilitação para elétricas até 4 kW / 50 km/h

A maior frota de duas rodas do mundo

A maior frota de duas rodas do mundo
Crédito: Bike elétrica numa rua de Pequim / Wikimedia Commons

A China tem entre 350 e 380 milhões de motos, scooters e bikes elétricas em uso — de longe a maior frota do planeta. Nas cidades chinesas, o barulho de motor deu lugar ao silêncio: quase tudo que tem duas rodas ali já é elétrico. E ela fabrica pro mundo: detém cerca de 84% do mercado global de e-bikes e faz mais de 70% das motos elétricas.

As marcas que você vai ouvir falar

As marcas que você vai ouvir falar
Crédito: Scooter elétrica Yadea / Wikimedia Commons

A Yadea é a maior fabricante de duas-rodas elétricas do mundo (cerca de 16 milhões por ano, em mais de 60 países). E a NIU é a marca premium, a 'Tesla das scooters'. Os três grandes (Yadea, Aima e Tailg) dominam mais da metade do mercado chinês.

O segredo está na bateria

O segredo está na bateria
Crédito: Estação de troca de bateria, Pequim / Wikimedia Commons

A China faz mais de 70% das baterias de lítio do mundo — o que barateia tudo. E o mercado está migrando do velho chumbo-ácido para o lítio, mais leve e potente. Em muitas cidades já existem estações de troca de bateria em segundos, como postos de gasolina do futuro. Quem puxa a demanda são os entregadores de app (Meituan, Ele.me), que colocaram milhões de motos elétricas nas ruas.

E no Brasil? Disparou (mas mudaram as regras)

E no Brasil? Disparou (mas mudaram as regras)
Crédito: Entregadores em motos elétricas na China / Wikimedia Commons

Os emplacamentos de moto elétrica no Brasil cresceram mais de 80% no início de 2025 e seguem subindo em 2026 — e a mais vendida (a VMoto Soco CPx) é chinesa, junto de Shineray, Super Soco e GCX. Mas desde janeiro de 2026, o Brasil passou a exigir registro, placa e habilitação para as elétricas de até 4 kW / 50 km/h (a nova regra do 'ciclomotor'). Não é mais 'chega e anda': quem for importar ou vender precisa entender a regulamentação.

O lado que poucos falam

O lado que poucos falam
Crédito: Ciclista em bike elétrica na China / Wikimedia Commons

Baterias baratas e sem certificação causam incêndios — em Nova York, foram 267 focos só em 2023. E a União Europeia mantém tarifas antidumping pesadas sobre as e-bikes chinesas. Ou seja: o mercado é gigante, mas qualidade e certificação não são detalhe. É o que separa o bom negócio do problema — e o que a gente ajuda a garantir.

Resumo em pontos

  • China tem 350-380 mi de duas-rodas elétricas (maior frota do mundo); ~84% do mercado global de e-bikes e +70% das motos elétricas.
  • Marcas: Yadea (maior do mundo), NIU (premium). China faz +70% das baterias de lítio; tem troca de bateria em segundos.
  • Entregadores (Meituan/Ele.me) puxam a demanda.
  • Brasil: emplacamentos +80% (2025); a mais vendida é chinesa. Nova regra de 'ciclomotor' (registro/placa/habilitação) desde jan/2026.
  • Lado difícil: baterias baratas causam incêndios (NY: 267 focos em 2023); UE mantém tarifas antidumping. Qualidade e certificação são essenciais.

Fontes

China Bicycle Association: ~350-380 mi de duas-rodas elétricas. GlobeNewswire / TYCORUN: ~84% do mercado de e-bikes e +70% das motos elétricas. Wikipedia / Daxue: Yadea, NIU e os três grandes. GMInsights: China +70% das baterias de lítio. Canaltech / Abraciclo: emplacamentos no Brasil (+80%) e a mais vendida (VMoto Soco CPx). CNN Brasil: Resolução CONTRAN 996/2023 (ciclomotor, jan/2026). PeopleForBikes / NYC.gov: incêndios de bateria (NY). Comissão Europeia: tarifas antidumping.

Quer ir além? Veja o dossiê completo deste tema em destinochina.com/china/china-o-pais-das-motos-e-bikes-eletricas-e-a-onda-no-brasil e conheça a consultoria da Destino China para importar com segurança.