5 Mentiras Sobre a China que o Brasileiro Ainda Acredita

Toda semana eu escuto uma dessas. São lendas que o brasileiro repete há 20 anos — e que custam oportunidade para quem acredita nelas. Vou desmontar uma por uma, com o que vi em mais de 10 anos vivendo entre o Brasil e a China.
## Mentira 1: "chinês come cachorro e inseto no dia a dia"
O prato do dia a dia chinês é arroz, macarrão, legumes, porco e frango — o feijão com arroz deles. O espetinho de escorpião que você viu em vídeo é banca de rua turística, feita para turista filmar. Julgar a comida chinesa por isso é julgar o Brasil pelo pastel de feira.
## Mentira 2: "na China ninguém é dono de nada"
O terreno é do Estado; o apartamento é seu — você vende, aluga, hipoteca e deixa de herança. O que existe é o direito de uso do solo por 70 anos, renovável por lei desde 2007. Londres tem metade dos imóveis em leasehold e Singapura opera com 99 anos: o modelo não é exclusividade chinesa.
## Mentira 3: "a China é toda poluída"
Era verdade em 2005, quando Pequim virou a capital da fumaça. Em 2014 o governo declarou guerra à poluição: carvão trocado por gás e renováveis, siderúrgicas fechadas, transporte eletrificado. A poluição de Pequim caiu cerca de 60% em uma década. O país que você imagina parou em 2005.
## Mentira 4: "produto chinês é ruim"
Seu iPhone é fabricado onde? A mesma fábrica produz para a marca de luxo e para o mercado popular — o que muda é a especificação que o comprador pede. Quem visita fábrica sabe: a China produz no nível que o cliente exige. Se você quer garantir o nível certo, o caminho é [inspecionar a fábrica](/inspecao-fabricas) antes de fechar.
## Mentira 5: "ir para a China é complicado"
Desde 2025, brasileiro entra na China sem visto, por até 30 dias — turismo, negócios e feira. Você compra a passagem e vai. É a melhor janela da história para conhecer a [Feira de Cantão](/cantao) pessoalmente.
## O que essas mentiras custam
Enquanto você acredita na China de 2005, tem gente comprando na China de hoje — que é o maior parceiro comercial do Brasil há mais de 15 anos. Quem entendeu primeiro, lucrou primeiro.